terça-feira, 18 de maio de 2010
Queria que ele me olhasse. Não desse jeito sem graça. Queria que me olhasse com olhos de quem vê. Olha! Mas ele me atravessa com olhos transparentes desses que só se encontra por aqui. Olhos de vidro. Não, esses não trombam na solidez de dentro de mim. No aleatório. Nas várias. No mundo. Passam. Passam e ignoram e não se sujam. Ficam ali como quem não vê. Não querem? Não podem? Não o fazem. E eu ali, inteira, interna, massiva. Não sei ser rala. Nunca aprendi. Mas ando em terras de quem não sabe ver o que é da vista. E eu, eu, sem ser vista.
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